"UM DIA NO PARQUE" É UM DIA NAS "UCs do TOCANTINS"

15 de julho de 2026

A programação da campanha UM DIA NO PARQUE acontece neste final de semana, 18 e 19 de julho de 2026.


No próximo final de semana, nos dias 18(sábado) e 19(domingo) de julho, milhares de brasileiras e brasileiros se reunirão em celebração pelas UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (UCs), nos diversos cantos do país.


A Campanha UM DIA NO PARQUE traz neste ano o tema “BRASIL, CAMPEÃO POR NATUREZA”, e trata-se de uma iniciativa que marca o “aniversário do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), sancionado em 18 de julho de 2000. Desde o ano de 2018, a campanha idealizada pela Coalizão Pró-Unidades de Conservação, convida a sociedade para conhecer, conectar e desfrutar dessas áreas protegidas, e nesta edição conta com apoio direto da Rede Pró-UC, Instituto Semeia, SOS Mata Atlântica e o Imazon, organizações que integram a Coalizão, além da parceria e apoio de eTrilhas, Rede Trilhas e Oichuy.


Apesar do nome, as atividades são realizadas em diferentes categorias de UCs, a exemplo de Área de Proteção Ambiental (APA), Monumento Natural, Reserva Extrativista e Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), que assim como os parques também permitem visitação.


Aqui no Tocantins, a Associação Onça D’água, que aderiu à campanha UM DIA NO PARQUE desde o ano de 2021, terá sua programação com trilhas, banhos e roda de conversa, no Sito Seis Pétalas, localizado na APA Serra do Lajeado, esta UC estratégica e essencial para a manutenção da saúde ambiental da capital Palmas e dos municípios vizinhos. Estaremos entre amigos e familiares, proseando, discutindo, compartilhando, celebrando a vida e a cultura protegidas na  APA Serra do Lajeado.


“Um Dia no Parque” nos traz uma oportunidade anual para nos reunirmos e, juntos, refletirmos sobre a importância dessa política pública de implantação de Unidades de Conservação da Natureza, e o seu significado para a sociedade que usufrui dos benefícios gerados pelos espaços naturais”, aponta o Conselho Administrativo da Onça D’água.


VEJA MAIS EM:

Programação completa: https://umdianoparque.org.br/


Programação no TOCANTINS: https://umdianoparque.org.br/explorar/


https://oeco.org.br/salada-verde/um-dia-no-parque-mais-de-300-areas-protegidas-abrem-as-portas-no-proximo-final-de-semana/


@umdianoparqueoficial - Instagram

Onça D'água em diferentes versões de

UM DIA NO PARQUE & UM DIA NAS UCs do TO


A cada versão da campanha UM DIA NO PARQUE a Onça D'água tem promovido novos encontros e interação entre pessoas e organizações, fortalecendo o propósito de conectar, conhecer, compartilhar e manter os olhares atentos a essa importante politica pública ambiental de implantação das Unidades de Conservação da Natureza no Tocantins.


No ano de 2025 celebramos as UCs na Estância Garra e, neste ano de 2026, celebraremos no Sitio Seis Pétalas, que são empreendimentos conectados com a Natureza, localizados na APA Serra do Lajeado.



Por Annady Borges • 8 de outubro de 2026
No dia 26 de setembro de 2026, a Onça D’Água esteve com a comunidade do Quilombo Poço Dantas apoiando a realização da primeira farinhada de jatobá na região da Serra Geral. A comunidade está localizada no município de Almas, no Tocantins, e guarda consigo a cultura e as tradições de seus ancestrais. A ação faz parte do projeto “Fortalecendo e Ampliando Iniciativas Produtivas Sustentáveis Desenvolvidas por Comunidades Rurais em Áreas de Proteção Ambiental no Cerrado Tocantinense”, coordenado pela Onça D’Água. Assim que o sol nasceu, as mulheres da comunidade, lideradas por Miguelanes Crisóstomo, liderança do quilombo, já estavam na cozinha preparando o café da manhã para os convidados que estariam presentes mais tarde na farinhada. Após o café, todos se reuniram em roda para prestigiar a apresentação cultural das crianças do projeto Chão de Saberes, com folia e dança da suça. Miguelanes destaca que a comunidade conseguiu uma ampla mobilização do quilombo, das comunidades vizinhas e da própria população de Almas. “Eu tenho certeza que esse momento é muito enriquecedor para nossa comunidade, para os nossos associados. E daqui para frente nós já estamos com essa experiência, e eu tenho certeza que será muito valioso.” O presidente da Associação do Poço Dantas, Aniel Crisóstomo, deu início aos trabalhos com uma fala sobre a importância da farinhada de jatobá como forma de manter vivas as técnicas de produção de seus antepassados. “Temos que manter a nossa cultura, a cultura dos nossos ancestrais, porque, se não preservarmos e valorizarmos, em algum momento isso tudo vai acabar, como a técnica do pilão, da mesa e da roda de farinha, do tapiti”, destacou. Foi a primeira vez que a comunidade teve contato com a produção da farinha de jatobá. Por isso, a Onça D’Água convidou o mestre José Batista dos Santos, conhecido popularmente como Zé Menininho, morador da Fazenda Nova, no Jalapão, para conduzir e instruir todo o processo de produção da farinha. Zé trabalha com o fruto há 20 anos e destacou o trabalho feito pela comunidade. “A produção foi boa, nós produzimos uma grande quantidade. O jatobá daqui já pode sair daqui direto para o mercado, porque é boa a qualidade.” Além de Zé, estiveram conosco nossa parceira Silvana Bastos, responsável pelo Programa de Sociobiodiversidade do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Antônio Carvalho, apicultor do PA Manchete, localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão, Átila Dias e Deusely Freire e da Associação de Apicultores e Meliponicultores de Almas e Região (APIAM). Para Silvana, a farinhada representa o trabalho coletivo, o protagonismo comunitário e os meios de vida sustentáveis que mantêm o Cerrado em pé. “O ISPN é parceiro dessa luta, a Rede Jatobá representa isso também, de estruturar a cadeia de valor do jatobá no Tocantins, e esse dia é especial para mostrar essa força”, destacou. Na hora de colocar a mão na massa, ou melhor, no jatobá, toda a comunidade se reuniu embaixo de um pé de manga e iniciou a quebrança do jatobá. O primeiro passo da produção é retirar a polpa do fruto de dentro da casca, quebrando-a com um porretinho de madeira. Em seguida, a polpa é pilada no pilão convencional ou pode ser retirada com o uso de uma despolpadeira elétrica, que acelera o processo. Após esse processo, a farinha, ainda em seu estado mais grosso, passa pela peneiragem. Primeiro, ela passa por uma peneira mais grossa e, depois, por uma peneira mais fina, quando finalmente se chega ao produto final. Durante todo esse processo, a comunidade trabalhou em conjunto, com a participação ativa de lideranças, homens, mulheres e crianças, além de nossos parceiros e de seu Zé, que orientou os participantes. Mas não acaba por aí. Após todos esses passos, a farinha ainda é torrada. Antes disso, após uma parada para o almoço e descanso, foi realizada uma roda de conversa com toda a comunidade para ouvir as impressões de quem produziu a farinha pela primeira vez. Em seguida, foi iniciada a torragem da farinha. Os participantes juntaram a lenha, acenderam o fogo e, depois, colocaram a farinha no forno, que é o mesmo utilizado para produção da farinha de mandioca. O processo envolve mexer a farinha com uma pá, em movimentos de vai e vem. Ao final, temos o produto: a farinha de jatobá. Ela pode ser utilizada para fazer diversas receitas, como bolos e pães, além de enriquecer a alimentação escolar quando utilizado em vitaminas e biscoitos. A farinha produzida foi distribuída entre os participantes. Ao todo, foram produzidos cerca de 44 quilos de farinha. Com isso, a Onça D'água concluiu uma das principais atividades contempladas no Projeto “Fortalecendo e Ampliando Iniciativas Produtivas Sustentáveis Desenvolvidas por Comunidades Rurais em Áreas de Proteção Ambiental no Cerrado Tocantinense”, que tem apoio do Fundo Ecos/ISPN/GEF/PNUD.
27 de agosto de 2026
Como os candidatos ao governo do Tocantins se posicionam em relação às Unidades de Conservação da Natureza
25 de maio de 2026
Pesquisadora e estudantes do IFTO – Dianópolis apresentaram três trabalhos inéditos em um dos maiores eventos apícolas do Brasil, ampliando o mapa da biodiversidade de abelhas no Tocantins . “A cadeia produtiva do mel e a conservação dos polinizadores nativos caminham juntas — e a ciência produzida aqui no Tocantins comprova isso com dados, campo e rigor” , afirma a Professora Vanessa Carolina de Sena Correia, do Instituto Federal do Tocantins - IFTO Campus Dianópolis, e Diretora Técnica da Associação Onça D’água.
Por Texto de: Angélica Beatriz Corrêa Gonçalves e Mauricio José Alexandre de Araújo - Sócios fundadores da Onça D’água. • 18 de fevereiro de 2026
Como muitos sabem, a Associação Onça D’água (OD) foi concebida a partir de um ideal de conservação do Cerrado que encontrou endosso na amizade e irmandade de um grupo que acreditou na possibilidade de fazer algo a mais pela Natureza do Tocantins. Desde então, decorreram 23 anos de voluntariado, aprendizados e muitas ações, primando pela proteção do Cerrado por meio de ações de conservação e do fortalecimento das comunidades rurais e suas iniciativas produtivas sustentáveis, em especial nos territórios em Unidades de Conservação da Natureza. Nesse contexto, o Parque Estadual do Cantão e a APA Ilha do Bananal/Cantão, ambas unidades localizadas na região oeste do Tocantins, foram inspiração para a Onça D’água (OD), na construção do propósito de conservação da biodiversidade em integração direta e divisão de responsabilidade com as pessoas envolvidas e aliadas da conservação do Cerrado. Mas, existiram outras inspirações, e uma delas, dentre as mais significativas, foi a trajetória do Sr. Allen Putney, um profissional impecável, que posteriormente tornou-se um amigo especial. Com uma vasta experiência em planejamento de áreas protegidas na América Latina (17 países), Allen esteve durante 8 (oito) meses no Tocantins, quando liderou a elaboração do plano de manejo do Parque Estadual do Cantão, entre os anos de 2000 e 2001, e quando tivemos a oportunidade de acompanhá-lo em campo. Nesse período, em sua companhia conhecemos também Lilia Abella Putney, Conselheira Educacional, esposa e parceira nas expedições, e que nos ensinou com sábios conselhos para a vida, a exemplo deste inesquecível: “Trata de hacer lo mellor que pueda sem esperar recognition. Mas facil decir que hacer.. pero asi uno puede seguir adelante”. Com Allen aprendemos sobre qualidade e técnica aprimorada; sobre a seriedade do planejamento e o compromisso com a execução efetiva da coisa planejada; sobre a coerência da gestão em campo, que se deve fazer estando e vivenciado a realidade em campo; sobre a sensibilidade e respeito com todos os interesses envolvidos. No ano de 2025, tivemos a honra e satisfação em acompanhar Allen e Lilia em uma visita ao Parque Estadual do Cantão e seu entorno, passados mais de vinte anos desde que estiveram pela primeira vez no estado. E ainda os acompanhamos em visita ao Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, Piauí, um desejo que Allen ambicionava há anos realizar. Na constituição social da Onça D’água (OD), uma das categorias de sócios é a de “sócio honorário”, assim conceituado: “pessoas físicas ou jurídicas que, pela elaboração ou prestação de relevantes serviços à causa ambiental, fizeram jus à esse título, a critério da diretoria, e ratificado pela assembleia geral” . Na Ata de Assembleia Geral Extraordinária da OD, de 16 de fevereiro de 2003, consta a apresentação da carta de aceitação do Sr. Allen Putney , membro da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), para ser sócio honorário da Onça D'água (Pág 3), aprovada unanimemente. Compartilhamos esse breve relato com o intuito de demonstrar nosso respeito e admiração pela vida e profissionalismo, dedicados às áreas protegidas, do Sócio Honorário da Associação Onça D’água, Allen Putney, e nosso reconhecimento e gratidão à sua esposa Lilia Abella Putney, pela amizade, sabedoria compartilhada e companheirismo. Que a trajetória de ambos continue sendo uma inspiração para nossas vidas e de todos que se dedicam à fazer algo a mais por um mundo melhor, abraçando as causas socioambientais. Biografia: Allen Putney - Aposentou-se após cinco décadas na área de gestão ambiental, com experiência em planejamento, gestão, capacitação e financiamento sustentável relacionados a recursos naturais. Durante as últimas duas décadas de sua carreira, Allen trabalhou como consultor internacional autônomo, com projetos que incluíram programas internacionais e trabalhos de campo na Mesoamérica e América Latina (17 países), Caribe Insular (25 ilhas), Oriente Médio (2 países), África (2 países) e Sudeste Asiático (1 país). Anteriormente, trabalhou em organizações não governamentais, universidades, organizações das Nações Unidas e agências governamentais. Desde a década de 1980, o Sr. Putney atuou como voluntário na Comissão Mundial de Áreas Protegidas da União Internacional para a Conservação da Natureza (WCPA/UICN), primeiro como Vice-Presidente para o Caribe, depois como Líder da Força-Tarefa sobre os Valores Culturais e Espirituais das Áreas Protegidas e, finalmente, como Vice-Presidente para o Patrimônio Mundial. No Brasil, realizou as seguintes missões: Chefe de Equipe da Consultoria, “Convergência Sustentabilidade Ltda”, para o Desenvolvimento de Modelos Públicos-Privados para o Manejo e Financiamento de Parques Estaduais geridos pelo Naturatins, Estado de Tocantins, Brasil , financiado pelo Banco Mundial (6 meses). Consultor do WWF para recomendar um programa para o financiamento sustentável das Áreas Protegidas da Amazônia, com ênfase no Brasil, Bolívia e Peru (2 meses). Consultor da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), financiado pela UNESCO, para avaliar o Parque Nacional Chapada dos Veadeiros no Brasil proposto para inclusão na lista de Sítios de Patrimônio da Humanidade (2 semanas). Consultoria para a Secretaria de Planejamento, Tocantins, Brasil, para liderar a elaboração do Plano de Manejo e Plano Financeiro para o Parque Estadual do Cantão com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (8 meses).
Por Angélica Beatriz Corrêa Gonçalves, colaboração Fátima do Socorro Gomes Costa • 19 de janeiro de 2026
O QUE A OD VIU NA COP 30? Antes de iniciar essa resposta, é válido creditar os agradecimentos à Aliança Global de Organizações da Sociedade Civil - VAC (Vozes pela Ação Climática Justa ou Voices for Just Climate Action ), por meio da qual a Associação Onça D’água foi selecionada para obtenção das credenciais de acesso desde a COP 28, realizada no ano de 2023. A realização da COP 30 no Brasil, em Belém do Pará, foi sem dúvida um fator determinante para uma ampla participação da OD que esteve representada por cinco de seus associados, em diferentes agendas. A OD presenciou debates, painéis, palestras, manifestações, discussões sobre mecanismos de financiamento climático, direitos dos povos, justiça climática, proteção dos biomas, conservação da biodiversidade, transição ecológica, dentre outros. Dialogou com representantes institucionais, lideranças e organizações. Prestigiou atividades culturais e marchou com os povos pelo Clima. A presença da OD na COP 30 reforça o papel da sociedade civil, de agente ativo, que acompanha e monitora as decisões e políticas de governo, atenta às propostas de soluções para o enfrentamento aos desafios ambientais locais e globais. Algumas das principais agendas que presenciamos serão descritas a seguir. De acordo com o Calendário Temático da COP 30, os dois primeiros dias do evento foram reservados para os assuntos relacionados à “Resiliência e infraestrutura para adaptação”, com foco em: adaptação, cidades, infraestrutura, água, resíduos, governos locais, bioeconomia, economia circular, turismo. Nos dias seguintes, os temas englobaram saúde, educação, cultura, justiça, balanço ético global e responsabilidade moral na governança climática, dentre outros. T emas Políticos na Zona Azul (Território Temporário da ONU - Espaço das negociações oficiais, cúpula de líderes e pavilhões nacionais).  Presenciamos a Mesa “O papel fundamental do combate à fome e à pobreza para a justiça climática" , com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) Marina Silva e do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e representantes da Agência Alemanhã de Cooperação Internacional/GIZ. A ministra Marina Silva ressaltou a importância da busca de alternativas para um modelo de desenvolvimento menos insustentável e o Programa Bolsa Família foi mencionado como uma das políticas de sucesso e exemplo para o mundo no combate à fome e à inclusão. No Pavilhão Brasil assistimos a fala do Ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, na Mesa “A mobilização popular no enfrentamento à crise climática” onde defendeu o tratamento aos catadores de resíduos sólidos como agentes ambientais. Na plenária do painel “Atualizações sobre o estado do clima, sustentação das observações da Terra e iniciativas relacionadas - Earth Information Day” assistimos a apresentação sobre o SIPEC (Sistema Inteligente de Previsão de Extremos Climáticos) pela WMO (World Meteorological Organization) e sobre Sistemas integrados de observação e inovações para apoiar a previsão de eventos e Alertas Antecipados para Todos (EW4ALL) pelo pesquisador Paulo Nobre, do Instituto Nacional para Pesquisa Espacial (INPE/Brasil). Ainda nesta Zona Azul, uma delegação do governo do Estado do Tocantins, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) esteve presente com suas agendas, enfatizando os resultados do discutível e controverso Programa Jurisdicional Redd+.
21 de novembro de 2025
A Conferência do Clima da ONU reuniu delegações de mais de 190 países em Belém, no Pará, para debater caminhos para a crise global. A Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática, rede formada por quinze organizações da sociedade civil, esteve presente e participou de incidências como a Marcha pelo Clima, integrando o bloco do Cerrado, que reuniu organizações com atuação no bioma. Cerca de 70 mil pessoas participaram da caminhada.
13 de outubro de 2025
O jatobá, fruto típico do Cerrado, mas presente também em outros biomas brasileiros, é reconhecido por seu valor nutricional, suas propriedades medicinais, aproveitamento total do fruto e importância ecológica. Sua polpa rica em nutrientes é utilizada em receitas e na medicina popular, enriquecendo a alimentação ao passo em que fortalece a saúde, a bioeconomia e a geração de renda em comunidades agroextrativistas. Com o aproveitamento do jatobá, abundante no Estado do Tocantins, é possível contribuir para a valorização do Cerrado em pé.
14 de agosto de 2025
A sede da Mídia Ninja (Nave Brasília) recebeu o 1º Encontro de Juventudes do Cerrado, entre os dias 11 e 13 de agosto, com participação de 30 jovens de coletivos, organizações e cooperativas em defesa do bioma. Promovido pela Rede Cerrado, Mídia Ninja e Frente Parlamentar Ambientalista, o evento contou com juventudes do Maranhão, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Brasília, Bahia e Tocantins, com representantes da Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática e do GT de Juventudes Rurais do Bico.
17 de julho de 2025
Neste domingo, 20 de julho, quando se celebra também o Dia do Amigo, brasileiras e brasileiros de todas as regiões estão convidados a participar de um momento de conexão com a natureza durante a 8ª edição da campanha Um Dia no Parque, organizada pela Coalizão Pró-UCs. Com o tema “Protegendo o que nos conecta”, o projeto mobiliza Unidades de Conservação (UCs) de todo o país com uma ampla programação de atividades gratuitas.
14 de julho de 2025
Em Aparecida - SP, a professora Vanessa Carolina de Sena Correia, do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) - campus Dianópolis, participou do Congresso Brasileiro de Apicultura, onde apresentou o painel intitulado “Atuação da ONG Onça DÁgua no Desenvolvimento da Apicultura e Meliponicultura no Estado do Tocantins”. Em sua exposição, Vanessa destacou as ações realizadas pela Associação Onça D’água, Organização da Sociedade Civil (OSC) que atua na defesa e conservação da biodiversidade por meio de ações de fortalecimento e apoio à implementação de políticas públicas voltadas à gestão e ao manejo de Unidades de Conservação da Natureza no Tocantins. Durante os anos de 2022 e 2023, a Onça D’água desenvolveu o Projeto Rede de Iniciativas Produtivas Sustentáveis em Áreas de Proteção Ambiental, com apoio do Fundo Ecos (à época PPP-ECOS), do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e do Fundo Amazônia, que teve como objetivo fortalecer grupos organizados e iniciativas produtivas individuais ou coletivas, com foco em suas diversas práticas de agroextrativismo, por meio de capacitações, distribuição de insumos e equipamentos para produção, beneficiamento e comercialização, além de assessoria organizativa. Para a cadeia produtiva do mel a iniciativa capacitou cerca de 150 produtores em apicultura e meliponicultura nas Áreas de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão, APA Serra do Lajeado e na região das Serras Gerais. Foram contempladas as comunidades do Projeto de Assentamento Manchete (Marianópolis/TO), Projeto de Assentamento 1º de Maio , Acampamento Beatriz Bandeira (Caseara/TO), Projeto de Assentamento Nova Canaã (Araguacema/TO), RPPN Monte Santo (Palmas/TO) e Comunidade Pontinha (Dianópolis), além dos membros da Associação de Criadores de Abelhas de Palmas ACAP, durante a Feira Tecnológica de Agropecuária do Tocantins (Agrotins) em maio de 2023. Além disso, foram implantados seis apiários coletivos, com distribuição de equipamentos como centrífugas, embalagens para envasamento, macacões de proteção, caixas racionais padrão Langstroth, caixas para criação de abelhas sem ferrão, fumegadores e serra circular de bancada para confecção das caixas de madeira, garantindo condições adequadas para a produção e a comercialização do mel a partir dos territórios. Para Vanessa, o projeto representa um importante avanço para a economia local e a sustentabilidade das comunidades envolvidas. “Essas ações geram oportunidades de trabalho e renda, contribuem para a redução da pobreza e valorizam os saberes tradicionais, além de fortalecerem a conservação ambiental no Tocantins”, afirma.