“Um Dia no Parque” e as Eleições de 2026

27 de agosto de 2026

Como os candidatos ao governo do Tocantins se posicionam em relação

às Unidades de Conservação da Natureza

UMA CAMPANHA QUE NOS LEMBRA DO ÓBVIO

Todo mês de julho, o Brasil se mobiliza em torno de uma data quase despretensiosa: o “Um Dia no Parque”. Criada em 2018 e promovida pela Coalizão Pró-Unidades de Conservação — que reúne nomes como WWF-Brasil, Instituto Semeia, Conservação Internacional do Brasil, Imazon, Fundação SOS Mata Atlântica, Ipê, Imaflora, Fundação Grupo Boticário — a campanha existe para lembrar algo que deveria ser óbvio, mas que o cotidiano insiste em apagar: perto de quase todo brasileiro há uma área protegida, e essa área gera serviços ecossistêmicos que sustentam a vida ao seu redor.


Em 2026, sob o tema “Campeão por Natureza” — numa referência oportuna à Copa do Mundo — a mobilização levou atividades gratuitas a diversas Unidades de Conservação (UC) distribuídas por oito estados, entre eles o Tocantins. Por aqui, unidades como o Parque Estadual do Cantão, em Caseara-TO, o Parque Estadual do Jalapão, a APA Jalapão, a RPPN Catedral do Jalapão, em Mateiros-TO, e o Parque Estadual do Lajeado, em Palmas-TO, já vem realizando  suas próprias programações, ano a ano, em alinhamento com a campanha nacional, muitas vezes organizadas em parceria com associações locais que vivenciam o território de perto.


É uma campanha simples na forma, mas ambiciosa no propósito: aproximar a população das UCs para que ela as reconheça — e, reconhecendo, as defenda.


ONÇA D'ÁGUA EM "UM DIA NO PARQUE"

A Associação Onça D’água divulga, participa e promove atividades alusivas ao “Um Dia no Parque” desde a versão do ano de 2021. Neste ano de 2026 a organização celebrou as Unidades de Conservação da Natureza com uma programação no Sítio Seis Pétalas, localizado na APA Serra do Lajeado, que contou com uma roda de conversa para discutir sobre o Sistema Estadual de Unidades de Conservação do Tocantins (SEUC), caminhada em trilha na mata ciliar e banho de rio.


Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer as iniciativas produtivas sustentáveis do Sito Seis Pétalas: Sistema Agrofloresta (SAF); meliponário (criação de abelhas nativas sem ferrão); sistemas ecológicos de construção e aproveitamento da água; avicultura e produção de ovos livres de químicos. Aprenderam que, na APA Serra do Lajeado, esta UC estratégica e essencial para a manutenção da saúde ambiental da capital Palmas e dos municípios vizinhos, tem em seu território, além do Sito Seis Pétalas: o Sítio Arqueológico Caititu; o distrito de Taquaruçu; o Parque Estadual do Lajeado; a Estância Garra; a RPPN Monte Santo; o Morro do Limpão; e tantos outros lugares especiais que resguardam a natureza e a cultura.


POR QUE ESSE ASSUNTO IMPORTA JUSTAMENTE AGORA

O calendário de 2026 coloca essa reflexão sob uma luz diferente. Em outubro, o Tocantins vai às urnas para eleger, entre outros cargos, o próximo governador do estado — e a disputa promete ser competitiva, reunindo lideranças do Legislativo estadual e o atual vice-governador em uma corrida de sete candidaturas.


Isso levanta uma pergunta que “Um Dia no Parque” torna quase inevitável: se a sociedade civil se organiza, ano após ano, para lembrar o valor das Unidades de Conservação da Natureza, porque esse tema raramente ocupa lugar central nos debates eleitorais? E, mais especificamente: quais candidatos ao governo do Tocantins tratam a proteção da biodiversidade e das UCs como prioridade concreta de gestão — com metas, prazos e orçamento — e quais tratam o tema como menção genérica de campanha?


O RETRATO ATUAL: O QUE CADA CANDIDATO PROPÕE

Uma análise recente, feita pela Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática — uma rede de 15 organizações da sociedade civil que inclui representantes de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores, movimentos de reforma agrária e a Universidade Federal do Tocantins — publicada pelo Jornal Opção (tocantins.jornalopcao.com.br) avaliou os planos de governo das sete candidaturas na área ambiental. O retrato que emerge é desigual: há propostas detalhadas e outras extremamente vagas; há avanços reais e lacunas recorrentes. 


Confira a seguir:

Professora Dorinha (União Brasil) apresenta um eixo específico dedicado a “Meio Ambiente, Sustentabilidade e Causa Animal”, com a conclusão dos planos de manejo das unidades de conservação, recuperação de vegetação nativa e restauração ecológica entre as metas. A Coalizão reconhece o esforço, mas pondera que as propostas parecem priorizar os interesses de produtores e investidores, sem um processo claramente voltado à proteção dos serviços ecossistêmicos.


Professor Witer (PSOL) propõe uma reorganização institucional mais ampla — substituindo a atual secretaria de meio ambiente por uma “Secretaria do Patrimônio Natural e Desenvolvimento Territorial Sustentável” — com proteção do Cerrado e agroecologia como eixos centrais. Entre as sete propostas, é a que a Coalizão considera mais alinhada às suas próprias prioridades, embora alerte para o risco de a pauta ambiental perder peso institucional ao ser distribuída entre diferentes setores do governo.


Vicentinho Júnior (PSDB) conecta conservação, produção rural e geração de renda, com propostas como o “Tocantins Carbono”, agroflorestas e monitoramento das bacias dos rios Araguaia, Formoso e Tocantins. A Coalizão, no entanto, classifica boa parte do plano como “excessivamente vago” — a ponto de dificultar qualquer avaliação séria — e questiona se o interesse público prevalecerá sobre o privado nas bioindústrias do Cerrado propostas.


Laurez Moreira (PSD) ancora seu plano nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, com força-tarefa contra o desmatamento ilegal e Manejo Integrado do Fogo. A avaliação é favorável no tom, mas a Coalizão repete a mesma ressalva: falta detalhamento sobre como as medidas seriam de fato executadas.


Du Pereira (Democracia Cristã) propõe corredores de biodiversidade e monitoramento hídrico, e é um dos poucos cuja proposta de licenciamento é elogiada explicitamente pela Coalizão por não sinalizar flexibilização das exigências ambientais.


Ataídes Oliveira (Novo) defende licenciamento com prazos definidos e uso de tecnologia na fiscalização — mas é justamente esse ponto que gera a crítica mais direta da Coalizão, que vê nos prazos fixos um risco de atropelar processos que exigem cautela.


Luiz Carlos (Democrata) apresenta o plano mais enxuto entre os sete, com fiscalização reforçada na Ilha do Bananal e combate ao arrendamento ilegal de terras indígenas e unidades de conservação. A Coalizão pondera que combater apenas o desmatamento ilegal não resolve a totalidade dos problemas ambientais do estado.


A LACUNA QUE ATRAVESSA QUASE TODOS OS PLANOS

Mais revelador do que as propostas individuais é o que a Coalizão aponta como ausência comum: a participação de povos indígenas e comunidades tradicionais na formulação das políticas ambientais aparece pouco ou de forma superficial na maioria dos planos; o mercado de carbono — presente em várias propostas — é tratado como solução pronta, apesar das críticas conhecidas sobre sua efetividade real; e a agricultura familiar quase desaparece diante do protagonismo dado ao agronegócio. Para a Coalizão, as propostas vagas “são o que há de pior”, porque não oferecem à população nenhum instrumento de cobrança e monitoramento após a eleição.


O QUE “UM DIA NO PARQUE” PODE NOS ENSINAR SOBRE COMO VOTAR

Talvez o maior valor de uma campanha como “Um Dia no Parque” não esteja apenas em levar visitantes a uma trilha do Cantão, a um fervedouro do Jalapão ou a uma cachoeira do Lajeado, mas em nos lembrar que Unidades de Conservação da Natureza não são cenário de fundo. São na verdade infraestrutura viva, que regula água, clima e biodiversidade, e que depende de decisão política para ser mantida e conservada.


Se em julho a sociedade civil se mobiliza para mostrar o valor dessas áreas, em outubro cabe ao eleitor tocantinense fazer a pergunta inversa: qual candidato vai, de fato, garantir as ações efetivas para a proteção do Cerrado - fortalecendo a política ambiental e a gestão das Unidades de Conservação da Natureza - e qual vai apenas repetir a palavra “sustentabilidade” em um parágrafo de campanha?


A resposta, como mostrou a análise da Coalizão, ainda está em aberto para a maioria das candidaturas.


Por Angélica Beatriz 15 de julho de 2026
A programação da campanha UM DIA NO PARQUE acontece neste final de semana, 18 e 19 de julho de 2026.
25 de maio de 2026
Pesquisadora e estudantes do IFTO – Dianópolis apresentaram três trabalhos inéditos em um dos maiores eventos apícolas do Brasil, ampliando o mapa da biodiversidade de abelhas no Tocantins . “A cadeia produtiva do mel e a conservação dos polinizadores nativos caminham juntas — e a ciência produzida aqui no Tocantins comprova isso com dados, campo e rigor” , afirma a Professora Vanessa Carolina de Sena Correia, do Instituto Federal do Tocantins - IFTO Campus Dianópolis, e Diretora Técnica da Associação Onça D’água.
Por Texto de: Angélica Beatriz Corrêa Gonçalves e Mauricio José Alexandre de Araújo - Sócios fundadores da Onça D’água. 18 de fevereiro de 2026
Como muitos sabem, a Associação Onça D’água (OD) foi concebida a partir de um ideal de conservação do Cerrado que encontrou endosso na amizade e irmandade de um grupo que acreditou na possibilidade de fazer algo a mais pela Natureza do Tocantins. Desde então, decorreram 23 anos de voluntariado, aprendizados e muitas ações, primando pela proteção do Cerrado por meio de ações de conservação e do fortalecimento das comunidades rurais e suas iniciativas produtivas sustentáveis, em especial nos territórios em Unidades de Conservação da Natureza. Nesse contexto, o Parque Estadual do Cantão e a APA Ilha do Bananal/Cantão, ambas unidades localizadas na região oeste do Tocantins, foram inspiração para a Onça D’água (OD), na construção do propósito de conservação da biodiversidade em integração direta e divisão de responsabilidade com as pessoas envolvidas e aliadas da conservação do Cerrado. Mas, existiram outras inspirações, e uma delas, dentre as mais significativas, foi a trajetória do Sr. Allen Putney, um profissional impecável, que posteriormente tornou-se um amigo especial. Com uma vasta experiência em planejamento de áreas protegidas na América Latina (17 países), Allen esteve durante 8 (oito) meses no Tocantins, quando liderou a elaboração do plano de manejo do Parque Estadual do Cantão, entre os anos de 2000 e 2001, e quando tivemos a oportunidade de acompanhá-lo em campo. Nesse período, em sua companhia conhecemos também Lilia Abella Putney, Conselheira Educacional, esposa e parceira nas expedições, e que nos ensinou com sábios conselhos para a vida, a exemplo deste inesquecível: “Trata de hacer lo mellor que pueda sem esperar recognition. Mas facil decir que hacer.. pero asi uno puede seguir adelante”. Com Allen aprendemos sobre qualidade e técnica aprimorada; sobre a seriedade do planejamento e o compromisso com a execução efetiva da coisa planejada; sobre a coerência da gestão em campo, que se deve fazer estando e vivenciado a realidade em campo; sobre a sensibilidade e respeito com todos os interesses envolvidos. No ano de 2025, tivemos a honra e satisfação em acompanhar Allen e Lilia em uma visita ao Parque Estadual do Cantão e seu entorno, passados mais de vinte anos desde que estiveram pela primeira vez no estado. E ainda os acompanhamos em visita ao Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, Piauí, um desejo que Allen ambicionava há anos realizar. Na constituição social da Onça D’água (OD), uma das categorias de sócios é a de “sócio honorário”, assim conceituado: “pessoas físicas ou jurídicas que, pela elaboração ou prestação de relevantes serviços à causa ambiental, fizeram jus à esse título, a critério da diretoria, e ratificado pela assembleia geral” . Na Ata de Assembleia Geral Extraordinária da OD, de 16 de fevereiro de 2003, consta a apresentação da carta de aceitação do Sr. Allen Putney , membro da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), para ser sócio honorário da Onça D'água (Pág 3), aprovada unanimemente. Compartilhamos esse breve relato com o intuito de demonstrar nosso respeito e admiração pela vida e profissionalismo, dedicados às áreas protegidas, do Sócio Honorário da Associação Onça D’água, Allen Putney, e nosso reconhecimento e gratidão à sua esposa Lilia Abella Putney, pela amizade, sabedoria compartilhada e companheirismo. Que a trajetória de ambos continue sendo uma inspiração para nossas vidas e de todos que se dedicam à fazer algo a mais por um mundo melhor, abraçando as causas socioambientais. Biografia: Allen Putney - Aposentou-se após cinco décadas na área de gestão ambiental, com experiência em planejamento, gestão, capacitação e financiamento sustentável relacionados a recursos naturais. Durante as últimas duas décadas de sua carreira, Allen trabalhou como consultor internacional autônomo, com projetos que incluíram programas internacionais e trabalhos de campo na Mesoamérica e América Latina (17 países), Caribe Insular (25 ilhas), Oriente Médio (2 países), África (2 países) e Sudeste Asiático (1 país). Anteriormente, trabalhou em organizações não governamentais, universidades, organizações das Nações Unidas e agências governamentais. Desde a década de 1980, o Sr. Putney atuou como voluntário na Comissão Mundial de Áreas Protegidas da União Internacional para a Conservação da Natureza (WCPA/UICN), primeiro como Vice-Presidente para o Caribe, depois como Líder da Força-Tarefa sobre os Valores Culturais e Espirituais das Áreas Protegidas e, finalmente, como Vice-Presidente para o Patrimônio Mundial. No Brasil, realizou as seguintes missões: Chefe de Equipe da Consultoria, “Convergência Sustentabilidade Ltda”, para o Desenvolvimento de Modelos Públicos-Privados para o Manejo e Financiamento de Parques Estaduais geridos pelo Naturatins, Estado de Tocantins, Brasil , financiado pelo Banco Mundial (6 meses). Consultor do WWF para recomendar um programa para o financiamento sustentável das Áreas Protegidas da Amazônia, com ênfase no Brasil, Bolívia e Peru (2 meses). Consultor da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), financiado pela UNESCO, para avaliar o Parque Nacional Chapada dos Veadeiros no Brasil proposto para inclusão na lista de Sítios de Patrimônio da Humanidade (2 semanas). Consultoria para a Secretaria de Planejamento, Tocantins, Brasil, para liderar a elaboração do Plano de Manejo e Plano Financeiro para o Parque Estadual do Cantão com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (8 meses).
Por Angélica Beatriz Corrêa Gonçalves, colaboração Fátima do Socorro Gomes Costa 19 de janeiro de 2026
O QUE A OD VIU NA COP 30? Antes de iniciar essa resposta, é válido creditar os agradecimentos à Aliança Global de Organizações da Sociedade Civil - VAC (Vozes pela Ação Climática Justa ou Voices for Just Climate Action ), por meio da qual a Associação Onça D’água foi selecionada para obtenção das credenciais de acesso desde a COP 28, realizada no ano de 2023. A realização da COP 30 no Brasil, em Belém do Pará, foi sem dúvida um fator determinante para uma ampla participação da OD que esteve representada por cinco de seus associados, em diferentes agendas. A OD presenciou debates, painéis, palestras, manifestações, discussões sobre mecanismos de financiamento climático, direitos dos povos, justiça climática, proteção dos biomas, conservação da biodiversidade, transição ecológica, dentre outros. Dialogou com representantes institucionais, lideranças e organizações. Prestigiou atividades culturais e marchou com os povos pelo Clima. A presença da OD na COP 30 reforça o papel da sociedade civil, de agente ativo, que acompanha e monitora as decisões e políticas de governo, atenta às propostas de soluções para o enfrentamento aos desafios ambientais locais e globais. Algumas das principais agendas que presenciamos serão descritas a seguir. De acordo com o Calendário Temático da COP 30, os dois primeiros dias do evento foram reservados para os assuntos relacionados à “Resiliência e infraestrutura para adaptação”, com foco em: adaptação, cidades, infraestrutura, água, resíduos, governos locais, bioeconomia, economia circular, turismo. Nos dias seguintes, os temas englobaram saúde, educação, cultura, justiça, balanço ético global e responsabilidade moral na governança climática, dentre outros. T emas Políticos na Zona Azul (Território Temporário da ONU - Espaço das negociações oficiais, cúpula de líderes e pavilhões nacionais).  Presenciamos a Mesa “O papel fundamental do combate à fome e à pobreza para a justiça climática" , com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) Marina Silva e do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e representantes da Agência Alemanhã de Cooperação Internacional/GIZ. A ministra Marina Silva ressaltou a importância da busca de alternativas para um modelo de desenvolvimento menos insustentável e o Programa Bolsa Família foi mencionado como uma das políticas de sucesso e exemplo para o mundo no combate à fome e à inclusão. No Pavilhão Brasil assistimos a fala do Ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, na Mesa “A mobilização popular no enfrentamento à crise climática” onde defendeu o tratamento aos catadores de resíduos sólidos como agentes ambientais. Na plenária do painel “Atualizações sobre o estado do clima, sustentação das observações da Terra e iniciativas relacionadas - Earth Information Day” assistimos a apresentação sobre o SIPEC (Sistema Inteligente de Previsão de Extremos Climáticos) pela WMO (World Meteorological Organization) e sobre Sistemas integrados de observação e inovações para apoiar a previsão de eventos e Alertas Antecipados para Todos (EW4ALL) pelo pesquisador Paulo Nobre, do Instituto Nacional para Pesquisa Espacial (INPE/Brasil). Ainda nesta Zona Azul, uma delegação do governo do Estado do Tocantins, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) esteve presente com suas agendas, enfatizando os resultados do discutível e controverso Programa Jurisdicional Redd+.
21 de novembro de 2025
A Conferência do Clima da ONU reuniu delegações de mais de 190 países em Belém, no Pará, para debater caminhos para a crise global. A Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática, rede formada por quinze organizações da sociedade civil, esteve presente e participou de incidências como a Marcha pelo Clima, integrando o bloco do Cerrado, que reuniu organizações com atuação no bioma. Cerca de 70 mil pessoas participaram da caminhada.
13 de outubro de 2025
O jatobá, fruto típico do Cerrado, mas presente também em outros biomas brasileiros, é reconhecido por seu valor nutricional, suas propriedades medicinais, aproveitamento total do fruto e importância ecológica. Sua polpa rica em nutrientes é utilizada em receitas e na medicina popular, enriquecendo a alimentação ao passo em que fortalece a saúde, a bioeconomia e a geração de renda em comunidades agroextrativistas. Com o aproveitamento do jatobá, abundante no Estado do Tocantins, é possível contribuir para a valorização do Cerrado em pé.
14 de agosto de 2025
A sede da Mídia Ninja (Nave Brasília) recebeu o 1º Encontro de Juventudes do Cerrado, entre os dias 11 e 13 de agosto, com participação de 30 jovens de coletivos, organizações e cooperativas em defesa do bioma. Promovido pela Rede Cerrado, Mídia Ninja e Frente Parlamentar Ambientalista, o evento contou com juventudes do Maranhão, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Brasília, Bahia e Tocantins, com representantes da Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática e do GT de Juventudes Rurais do Bico.
17 de julho de 2025
Neste domingo, 20 de julho, quando se celebra também o Dia do Amigo, brasileiras e brasileiros de todas as regiões estão convidados a participar de um momento de conexão com a natureza durante a 8ª edição da campanha Um Dia no Parque, organizada pela Coalizão Pró-UCs. Com o tema “Protegendo o que nos conecta”, o projeto mobiliza Unidades de Conservação (UCs) de todo o país com uma ampla programação de atividades gratuitas.
14 de julho de 2025
Em Aparecida - SP, a professora Vanessa Carolina de Sena Correia, do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) - campus Dianópolis, participou do Congresso Brasileiro de Apicultura, onde apresentou o painel intitulado “Atuação da ONG Onça DÁgua no Desenvolvimento da Apicultura e Meliponicultura no Estado do Tocantins”. Em sua exposição, Vanessa destacou as ações realizadas pela Associação Onça D’água, Organização da Sociedade Civil (OSC) que atua na defesa e conservação da biodiversidade por meio de ações de fortalecimento e apoio à implementação de políticas públicas voltadas à gestão e ao manejo de Unidades de Conservação da Natureza no Tocantins. Durante os anos de 2022 e 2023, a Onça D’água desenvolveu o Projeto Rede de Iniciativas Produtivas Sustentáveis em Áreas de Proteção Ambiental, com apoio do Fundo Ecos (à época PPP-ECOS), do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e do Fundo Amazônia, que teve como objetivo fortalecer grupos organizados e iniciativas produtivas individuais ou coletivas, com foco em suas diversas práticas de agroextrativismo, por meio de capacitações, distribuição de insumos e equipamentos para produção, beneficiamento e comercialização, além de assessoria organizativa. Para a cadeia produtiva do mel a iniciativa capacitou cerca de 150 produtores em apicultura e meliponicultura nas Áreas de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão, APA Serra do Lajeado e na região das Serras Gerais. Foram contempladas as comunidades do Projeto de Assentamento Manchete (Marianópolis/TO), Projeto de Assentamento 1º de Maio , Acampamento Beatriz Bandeira (Caseara/TO), Projeto de Assentamento Nova Canaã (Araguacema/TO), RPPN Monte Santo (Palmas/TO) e Comunidade Pontinha (Dianópolis), além dos membros da Associação de Criadores de Abelhas de Palmas ACAP, durante a Feira Tecnológica de Agropecuária do Tocantins (Agrotins) em maio de 2023. Além disso, foram implantados seis apiários coletivos, com distribuição de equipamentos como centrífugas, embalagens para envasamento, macacões de proteção, caixas racionais padrão Langstroth, caixas para criação de abelhas sem ferrão, fumegadores e serra circular de bancada para confecção das caixas de madeira, garantindo condições adequadas para a produção e a comercialização do mel a partir dos territórios. Para Vanessa, o projeto representa um importante avanço para a economia local e a sustentabilidade das comunidades envolvidas. “Essas ações geram oportunidades de trabalho e renda, contribuem para a redução da pobreza e valorizam os saberes tradicionais, além de fortalecerem a conservação ambiental no Tocantins”, afirma.
1 de julho de 2025
Entre os dias 20 e 22 de junho, juventudes indígenas, quilombolas, camponesas, universitárias, agricultoras, entre outros grupos, estiveram na Escola Família Agrícola de Porto Nacional para a formação Juventudes por Justiça Climática: Estratégias para adiar o fim do mundo. O evento faz parte do projeto da Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática para fortalecer jovens para os desafios da crise climática.