Parceria entre Associação Onça D’água e WWF-Brasil fortalece contexto socioambiental no Jalapão

12 de abril de 2023

Parceria entre Associação Onça D’água e WWF-Brasil fortalece
 contexto socioambiental no Jalapão

A cooperação técnica apoia a execução de projeto de manejo integrado do fogo e ações de fortalecimento da sociobiodiversidade local


Desde setembro de 2022 já foram realizadas uma série de ações e encontros com as comunidades residentes na Área de Proteção Ambiental (APA) Jalapão e no entorno do Parque Estadual do Jalapão (PEJ) em apoio às ações de manejo integrado do fogo, lideradas pelos gestores das referidas unidades de conservação, além de atividades focadas no fortalecimento da economia agroextrativista local. A iniciativa segue até agosto de 2023 e é fruto da parceria entre a Associação Onça D’água e o WWF-Brasil para execução do projeto “Fortalecimento das ações de Manejo Integrado do Fogo junto às áreas protegidas e Sociobiodiversidade no território do Jalapão”.

Com cooperação técnica firmada, as organizações uniram suas competências a fim de fortalecer as áreas protegidas que são instrumentos essenciais para a proteção do Cerrado. “Pudemos perceber que a percepção da comunidade sobre as áreas protegidas mudou. Antes alguns temiam, por exemplo, a existência do Parque Nacional Nascentes do Parnaíba, em função da sobreposição a uma parte do seu território de uso, e agora reconhecem a importância da Unidade de Conservação (UC), pois a presença do Parque tem se mostrado uma garantia a mais para a proteção da região, dos recursos do Cerrado, da comunidade e dos seus modos sustentáveis de vida”, explica a técnica de campo da Onça D’água, Cassiana Moreira, se referindo às atividades realizadas no Povoado Quilombola do Prata, no município de São Félix do Tocantins.

Conforme Angélica Beatriz, conselheira administrativa da Associação Onça D’água, a parceria com o WWF-Brasil e a participação de outras instituições são fundamentais para o sucesso do projeto. “As UCs são instrumentos de proteção da nossa sociobiodiversidade. Unir comunidades e órgãos ambientais potencializa as iniciativas de proteção ao Cerrado, além de estimular políticas públicas que conservem as boas-práticas no manejo agroextrativista de espécies como o capim-dourado e o buriti, que fomentam a economia regional”, explica.

O projeto garantiu apoio à realização de atividades como o Encontro Jalapão Integrado, a Feira de Produtos Agroalimentares e da Sociobiodiversidade do Cerrado, a capacitação de agentes ambientais da rota turística do Jalapão, rodas de conversa e outras ações de fortalecimento das associações de pequenos produtores. Uma das ações mais recentes foi o apoio à realização de sessão de fotos para o catálogo digital que será produzido para divulgação das peças de artesanato do capim-dourado e buriti de três associações locais.

Participam do projeto comunidades rurais residentes na Área de Proteção Ambiental (APA) Jalapão e no entorno do Parque Estadual do Jalapão, envolvendo os gestores e equipes dessas unidades de conservação, além da Associação Comunitária Quilombola dos Extrativistas, Artesãos e Pequenos Produtores do Povoado Do Prata; Associação de Artesãos e Extrativistas do Povoado do Mumbuca; e a Associação Comunitária dos Artesãos e Pequenos Produtores de Mateiros (ACAPPM).

Sociobiodiversidade no Cerrado

A região do Jalapão é caracterizada pela riqueza e diversidade do Cerrado, ainda em bom estado de conservação, além de ser considerado de grande relevância hídrica pela contribuição à bacia hidrográfica Tocantins-Araguaia especialmente por meio dos rios Sono, Vermelho e Novo, abundantes e caudalosos na região. 

Os extensos ambientes de veredas, uma fitofisionomia importante no Cerrado composta por campos úmidos e buritizais, abrigam a sempre-viva conhecida como "capim-dourado" (Syngonanthus nitens) e o próprio buriti (Mauritia Flexuosa), utilizados na confecção do artesanato de capim-dourado, que tornou-se um dos principais alavancadores da geração de renda a partir da produção artesanal de diversas comunidades rurais.

Em função da demanda estimulada pelo artesanato do capim-dourado e dos ambientes naturais associados aos recursos hídricos, o turismo também se consagrou como atrativo da região nos últimos anos. 

Onça D’Água

A Associação Onça D’água de Apoio à Gestão e ao Manejo das Unidades de Conservação do Tocantins tem como objetivo apoiar operacional e tecnicamente a gestão e o manejo das Unidades de Conservação da Natureza do Estado do Tocantins; promover a defesa, a preservação e conservação da biodiversidade, a educação ambiental e o resgate dos valores culturais.

Composta por um grupo de profissionais voluntários de diversas formações, a Onça D'água é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) sem fins lucrativos e membro da Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática.

25 de maio de 2026
Pesquisadora e estudantes do IFTO – Dianópolis apresentaram três trabalhos inéditos em um dos maiores eventos apícolas do Brasil, ampliando o mapa da biodiversidade de abelhas no Tocantins . “A cadeia produtiva do mel e a conservação dos polinizadores nativos caminham juntas — e a ciência produzida aqui no Tocantins comprova isso com dados, campo e rigor” , afirma a Professora Vanessa Carolina de Sena Correia, do Instituto Federal do Tocantins - IFTO Campus Dianópolis, e Diretora Técnica da Associação Onça D’água.
Por Texto de: Angélica Beatriz Corrêa Gonçalves e Mauricio José Alexandre de Araújo - Sócios fundadores da Onça D’água. 18 de fevereiro de 2026
Como muitos sabem, a Associação Onça D’água (OD) foi concebida a partir de um ideal de conservação do Cerrado que encontrou endosso na amizade e irmandade de um grupo que acreditou na possibilidade de fazer algo a mais pela Natureza do Tocantins. Desde então, decorreram 23 anos de voluntariado, aprendizados e muitas ações, primando pela proteção do Cerrado por meio de ações de conservação e do fortalecimento das comunidades rurais e suas iniciativas produtivas sustentáveis, em especial nos territórios em Unidades de Conservação da Natureza. Nesse contexto, o Parque Estadual do Cantão e a APA Ilha do Bananal/Cantão, ambas unidades localizadas na região oeste do Tocantins, foram inspiração para a Onça D’água (OD), na construção do propósito de conservação da biodiversidade em integração direta e divisão de responsabilidade com as pessoas envolvidas e aliadas da conservação do Cerrado. Mas, existiram outras inspirações, e uma delas, dentre as mais significativas, foi a trajetória do Sr. Allen Putney, um profissional impecável, que posteriormente tornou-se um amigo especial. Com uma vasta experiência em planejamento de áreas protegidas na América Latina (17 países), Allen esteve durante 8 (oito) meses no Tocantins, quando liderou a elaboração do plano de manejo do Parque Estadual do Cantão, entre os anos de 2000 e 2001, e quando tivemos a oportunidade de acompanhá-lo em campo. Nesse período, em sua companhia conhecemos também Lilia Abella Putney, Conselheira Educacional, esposa e parceira nas expedições, e que nos ensinou com sábios conselhos para a vida, a exemplo deste inesquecível: “Trata de hacer lo mellor que pueda sem esperar recognition. Mas facil decir que hacer.. pero asi uno puede seguir adelante”. Com Allen aprendemos sobre qualidade e técnica aprimorada; sobre a seriedade do planejamento e o compromisso com a execução efetiva da coisa planejada; sobre a coerência da gestão em campo, que se deve fazer estando e vivenciado a realidade em campo; sobre a sensibilidade e respeito com todos os interesses envolvidos. No ano de 2025, tivemos a honra e satisfação em acompanhar Allen e Lilia em uma visita ao Parque Estadual do Cantão e seu entorno, passados mais de vinte anos desde que estiveram pela primeira vez no estado. E ainda os acompanhamos em visita ao Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, Piauí, um desejo que Allen ambicionava há anos realizar. Na constituição social da Onça D’água (OD), uma das categorias de sócios é a de “sócio honorário”, assim conceituado: “pessoas físicas ou jurídicas que, pela elaboração ou prestação de relevantes serviços à causa ambiental, fizeram jus à esse título, a critério da diretoria, e ratificado pela assembleia geral” . Na Ata de Assembleia Geral Extraordinária da OD, de 16 de fevereiro de 2003, consta a apresentação da carta de aceitação do Sr. Allen Putney , membro da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), para ser sócio honorário da Onça D'água (Pág 3), aprovada unanimemente. Compartilhamos esse breve relato com o intuito de demonstrar nosso respeito e admiração pela vida e profissionalismo, dedicados às áreas protegidas, do Sócio Honorário da Associação Onça D’água, Allen Putney, e nosso reconhecimento e gratidão à sua esposa Lilia Abella Putney, pela amizade, sabedoria compartilhada e companheirismo. Que a trajetória de ambos continue sendo uma inspiração para nossas vidas e de todos que se dedicam à fazer algo a mais por um mundo melhor, abraçando as causas socioambientais. Biografia: Allen Putney - Aposentou-se após cinco décadas na área de gestão ambiental, com experiência em planejamento, gestão, capacitação e financiamento sustentável relacionados a recursos naturais. Durante as últimas duas décadas de sua carreira, Allen trabalhou como consultor internacional autônomo, com projetos que incluíram programas internacionais e trabalhos de campo na Mesoamérica e América Latina (17 países), Caribe Insular (25 ilhas), Oriente Médio (2 países), África (2 países) e Sudeste Asiático (1 país). Anteriormente, trabalhou em organizações não governamentais, universidades, organizações das Nações Unidas e agências governamentais. Desde a década de 1980, o Sr. Putney atuou como voluntário na Comissão Mundial de Áreas Protegidas da União Internacional para a Conservação da Natureza (WCPA/UICN), primeiro como Vice-Presidente para o Caribe, depois como Líder da Força-Tarefa sobre os Valores Culturais e Espirituais das Áreas Protegidas e, finalmente, como Vice-Presidente para o Patrimônio Mundial. No Brasil, realizou as seguintes missões: Chefe de Equipe da Consultoria, “Convergência Sustentabilidade Ltda”, para o Desenvolvimento de Modelos Públicos-Privados para o Manejo e Financiamento de Parques Estaduais geridos pelo Naturatins, Estado de Tocantins, Brasil , financiado pelo Banco Mundial (6 meses). Consultor do WWF para recomendar um programa para o financiamento sustentável das Áreas Protegidas da Amazônia, com ênfase no Brasil, Bolívia e Peru (2 meses). Consultor da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), financiado pela UNESCO, para avaliar o Parque Nacional Chapada dos Veadeiros no Brasil proposto para inclusão na lista de Sítios de Patrimônio da Humanidade (2 semanas). Consultoria para a Secretaria de Planejamento, Tocantins, Brasil, para liderar a elaboração do Plano de Manejo e Plano Financeiro para o Parque Estadual do Cantão com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (8 meses).
Por Angélica Beatriz Corrêa Gonçalves, colaboração Fátima do Socorro Gomes Costa 19 de janeiro de 2026
O QUE A OD VIU NA COP 30? Antes de iniciar essa resposta, é válido creditar os agradecimentos à Aliança Global de Organizações da Sociedade Civil - VAC (Vozes pela Ação Climática Justa ou Voices for Just Climate Action ), por meio da qual a Associação Onça D’água foi selecionada para obtenção das credenciais de acesso desde a COP 28, realizada no ano de 2023. A realização da COP 30 no Brasil, em Belém do Pará, foi sem dúvida um fator determinante para uma ampla participação da OD que esteve representada por cinco de seus associados, em diferentes agendas. A OD presenciou debates, painéis, palestras, manifestações, discussões sobre mecanismos de financiamento climático, direitos dos povos, justiça climática, proteção dos biomas, conservação da biodiversidade, transição ecológica, dentre outros. Dialogou com representantes institucionais, lideranças e organizações. Prestigiou atividades culturais e marchou com os povos pelo Clima. A presença da OD na COP 30 reforça o papel da sociedade civil, de agente ativo, que acompanha e monitora as decisões e políticas de governo, atenta às propostas de soluções para o enfrentamento aos desafios ambientais locais e globais. Algumas das principais agendas que presenciamos serão descritas a seguir. De acordo com o Calendário Temático da COP 30, os dois primeiros dias do evento foram reservados para os assuntos relacionados à “Resiliência e infraestrutura para adaptação”, com foco em: adaptação, cidades, infraestrutura, água, resíduos, governos locais, bioeconomia, economia circular, turismo. Nos dias seguintes, os temas englobaram saúde, educação, cultura, justiça, balanço ético global e responsabilidade moral na governança climática, dentre outros. T emas Políticos na Zona Azul (Território Temporário da ONU - Espaço das negociações oficiais, cúpula de líderes e pavilhões nacionais).  Presenciamos a Mesa “O papel fundamental do combate à fome e à pobreza para a justiça climática" , com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) Marina Silva e do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e representantes da Agência Alemanhã de Cooperação Internacional/GIZ. A ministra Marina Silva ressaltou a importância da busca de alternativas para um modelo de desenvolvimento menos insustentável e o Programa Bolsa Família foi mencionado como uma das políticas de sucesso e exemplo para o mundo no combate à fome e à inclusão. No Pavilhão Brasil assistimos a fala do Ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, na Mesa “A mobilização popular no enfrentamento à crise climática” onde defendeu o tratamento aos catadores de resíduos sólidos como agentes ambientais. Na plenária do painel “Atualizações sobre o estado do clima, sustentação das observações da Terra e iniciativas relacionadas - Earth Information Day” assistimos a apresentação sobre o SIPEC (Sistema Inteligente de Previsão de Extremos Climáticos) pela WMO (World Meteorological Organization) e sobre Sistemas integrados de observação e inovações para apoiar a previsão de eventos e Alertas Antecipados para Todos (EW4ALL) pelo pesquisador Paulo Nobre, do Instituto Nacional para Pesquisa Espacial (INPE/Brasil). Ainda nesta Zona Azul, uma delegação do governo do Estado do Tocantins, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) esteve presente com suas agendas, enfatizando os resultados do discutível e controverso Programa Jurisdicional Redd+.
21 de novembro de 2025
A Conferência do Clima da ONU reuniu delegações de mais de 190 países em Belém, no Pará, para debater caminhos para a crise global. A Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática, rede formada por quinze organizações da sociedade civil, esteve presente e participou de incidências como a Marcha pelo Clima, integrando o bloco do Cerrado, que reuniu organizações com atuação no bioma. Cerca de 70 mil pessoas participaram da caminhada.
13 de outubro de 2025
O jatobá, fruto típico do Cerrado, mas presente também em outros biomas brasileiros, é reconhecido por seu valor nutricional, suas propriedades medicinais, aproveitamento total do fruto e importância ecológica. Sua polpa rica em nutrientes é utilizada em receitas e na medicina popular, enriquecendo a alimentação ao passo em que fortalece a saúde, a bioeconomia e a geração de renda em comunidades agroextrativistas. Com o aproveitamento do jatobá, abundante no Estado do Tocantins, é possível contribuir para a valorização do Cerrado em pé.
14 de agosto de 2025
A sede da Mídia Ninja (Nave Brasília) recebeu o 1º Encontro de Juventudes do Cerrado, entre os dias 11 e 13 de agosto, com participação de 30 jovens de coletivos, organizações e cooperativas em defesa do bioma. Promovido pela Rede Cerrado, Mídia Ninja e Frente Parlamentar Ambientalista, o evento contou com juventudes do Maranhão, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Brasília, Bahia e Tocantins, com representantes da Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática e do GT de Juventudes Rurais do Bico.
17 de julho de 2025
Neste domingo, 20 de julho, quando se celebra também o Dia do Amigo, brasileiras e brasileiros de todas as regiões estão convidados a participar de um momento de conexão com a natureza durante a 8ª edição da campanha Um Dia no Parque, organizada pela Coalizão Pró-UCs. Com o tema “Protegendo o que nos conecta”, o projeto mobiliza Unidades de Conservação (UCs) de todo o país com uma ampla programação de atividades gratuitas.
14 de julho de 2025
Em Aparecida - SP, a professora Vanessa Carolina de Sena Correia, do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) - campus Dianópolis, participou do Congresso Brasileiro de Apicultura, onde apresentou o painel intitulado “Atuação da ONG Onça DÁgua no Desenvolvimento da Apicultura e Meliponicultura no Estado do Tocantins”. Em sua exposição, Vanessa destacou as ações realizadas pela Associação Onça D’água, Organização da Sociedade Civil (OSC) que atua na defesa e conservação da biodiversidade por meio de ações de fortalecimento e apoio à implementação de políticas públicas voltadas à gestão e ao manejo de Unidades de Conservação da Natureza no Tocantins. Durante os anos de 2022 e 2023, a Onça D’água desenvolveu o Projeto Rede de Iniciativas Produtivas Sustentáveis em Áreas de Proteção Ambiental, com apoio do Fundo Ecos (à época PPP-ECOS), do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e do Fundo Amazônia, que teve como objetivo fortalecer grupos organizados e iniciativas produtivas individuais ou coletivas, com foco em suas diversas práticas de agroextrativismo, por meio de capacitações, distribuição de insumos e equipamentos para produção, beneficiamento e comercialização, além de assessoria organizativa. Para a cadeia produtiva do mel a iniciativa capacitou cerca de 150 produtores em apicultura e meliponicultura nas Áreas de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão, APA Serra do Lajeado e na região das Serras Gerais. Foram contempladas as comunidades do Projeto de Assentamento Manchete (Marianópolis/TO), Projeto de Assentamento 1º de Maio , Acampamento Beatriz Bandeira (Caseara/TO), Projeto de Assentamento Nova Canaã (Araguacema/TO), RPPN Monte Santo (Palmas/TO) e Comunidade Pontinha (Dianópolis), além dos membros da Associação de Criadores de Abelhas de Palmas ACAP, durante a Feira Tecnológica de Agropecuária do Tocantins (Agrotins) em maio de 2023. Além disso, foram implantados seis apiários coletivos, com distribuição de equipamentos como centrífugas, embalagens para envasamento, macacões de proteção, caixas racionais padrão Langstroth, caixas para criação de abelhas sem ferrão, fumegadores e serra circular de bancada para confecção das caixas de madeira, garantindo condições adequadas para a produção e a comercialização do mel a partir dos territórios. Para Vanessa, o projeto representa um importante avanço para a economia local e a sustentabilidade das comunidades envolvidas. “Essas ações geram oportunidades de trabalho e renda, contribuem para a redução da pobreza e valorizam os saberes tradicionais, além de fortalecerem a conservação ambiental no Tocantins”, afirma.
1 de julho de 2025
Entre os dias 20 e 22 de junho, juventudes indígenas, quilombolas, camponesas, universitárias, agricultoras, entre outros grupos, estiveram na Escola Família Agrícola de Porto Nacional para a formação Juventudes por Justiça Climática: Estratégias para adiar o fim do mundo. O evento faz parte do projeto da Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática para fortalecer jovens para os desafios da crise climática.
Por Kiw Assessoria 23 de dezembro de 2024
No último sábado, 21 de dezembro, o Assentamento Onalício Barros e o Acampamento Beatriz Bandeira, localizados em Caseara/TO, na APA Ilha Bananal/Cantão, foram cenário de uma atividade marcante que consolidou as etapas finais do Projeto Jovem Cerrado. Coordenado pela Associação Onça D’água, o projeto promoveu a implementação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) e o fortalecimento de quintais produtivos, valorizando saberes agroecológicos e reafirmando o compromisso com a conservação do Cerrado e a com a produção sustentável das comunidades locais. Caylane Souza, jovem liderança de Porto Nacional, explicou como o SAF pode ser um instrumento de transformação ambiental e social. Ela ressaltou que a técnica possibilita regenerar áreas degradadas e melhorar a qualidade de vida das comunidades. “Com o SAF, recuperamos o solo, enriquecemos a microbiota e transformamos o microclima. É gratificante compartilhar esses conhecimentos com a comunidade, vendo as mudanças concretas que ele proporciona”, aponta. Para Geniffe Kariny, jovem liderança do Assentamento Onalício Barros, a chegada do SAF representa mais do que uma técnica sustentável — é uma forma de repensar a interação com o meio ambiente. Ela destacou o impacto da iniciativa em uma região cercada pelo agronegócio, caracterizada por monocultura em grande escala. “Essa iniciativa traz uma nova forma de interagir com o meio ambiente. Trabalhar em equipe, envolvendo jovens e adultos, reforça o protagonismo comunitário e a consciência ambiental que tanto precisamos”, compartilha. A jovem Nathalia Sales, do Acampamento Beatriz Bandeira, trouxe à tona o papel essencial da juventude no projeto. Ela enfatizou que a vivência prática é um aprendizado que servirá como base para iniciativas futuras. “Com essa vivência, estamos mais confiantes para implementar outras ações no próximo ano. É uma oportunidade de ampliar o impacto do desenvolvimento sustentável em nossa comunidade”, diz. Lidejane Lopes, presidente da Associação de Mulheres Agroextrativistas da APA Cantão (AMA Cantão), compartilhou sua satisfação em ver como o SAF pode trazer resultados concretos mesmo em pequenos espaços. Ela destacou que o sistema é acessível e de alta produtividade, permitindo a organização de diversas culturas, como mangaba, banana, mandioca, açafrão e feijão. “Trabalhar coletivamente foi uma experiência enriquecedora. O SAF mostrou que com organização e baixo custo podemos transformar pequenas áreas em grandes oportunidades”. Já Ana Lúcia Rodrigues, moradora do Assentamento Onalício Barros, presidente da Associação Antonio Francisco Brasil, e militante do MST Tocantins, refletiu sobre como o trabalho coletivo e a prática do SAF trouxeram novas perspectivas para a comunidade. Segundo ela, o aprendizado ajudou a superar medos e encorajou a todos a acreditar na viabilidade da técnica. “Antes, parecia impossível implementar um SAF, mas hoje vimos que, com união, é totalmente viável. A juventude nos inspira e nos dá certeza de que estamos construindo um futuro promissor para todos”, destaca. O evento, realizado na Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, contou com o apoio do Fundo Casa Socioambiental e colaboração da Coalizão Vozes do Tocantins e da AMA Cantão. A iniciativa foi além da técnica, fortalecendo o protagonismo comunitário e destacando a juventude como agentes de transformação.